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Bombshell, a incrível história de Hedy Lamarr


Você pode conhecê-la apenas como atriz de Hollywood mas, acredite: Hedy Lamarr foi também uma cientista incrível!

No início da Segunda Guerra Mundial, Lamarr e o compositor George Antheil desenvolveram um sistema de orientação de rádio para os torpedos aliados. Embora a Marinha dos EUA não tenha adotado a tecnologia até a década de 1960, os princípios de seu trabalho agora estão incorporados à tecnologias muito atuais: Wi-Fi, CDMA e Bluetooth. Graças à essa invenção, Lamarr foi incluída no The National Inventors Hall of Fame dos Estados Unidos e é chamada por muitos de "a mãe do telefone celular".

Inteligente, famosa, rica, maravilhosa... Uma mulher assim, acreditem: teve sua dose de tragédia justamente por causa das exigências de ser uma beleza perfeita.

Essa é a história que nos revela o documentário Bombshell: The Hedy Lamarr Story, dirigido por Alexandra Dean e produzido por outra mulher sensacional - Susan Sarandon. Apresentada ao mundo pela indústria do cinema como uma rainha do glamour, a filmografia de Lamarr é bem menos impressionante do que sua história real. A produção espera revelar ao público contemporâneo o que há por trás dessa mulher, dona de uma beleza que foi tanto bênção como maldição.


Nascida Hedwig Eva Maria Kiesler em Vienna, Áustria, Lamarr apareceu nua nas telas aos 17 anos no filme tcheco Ecstasy, de 1933. Pouco tempo depois, sua beleza rendeu um casamento com Friedrich Mandl, um proeminente empresário austríaco. Ele, um milionário ciumento e controlador, gastou uma fortuna na tentativa de readquirir e destruir cópias da película.

Mandl acabou se tornando um negociante de armas para os nazistas. Ao seu lado Lamarr, que nasceu judia, vivia reclusa. Ela acabou por fugiu dele no meio da noite, em 1937. Diz a lenda que ela embarcou para a América com nada mais do que um único vestido de designer.

Outra versão, publicada numa biografia não autorizada, relata que Hedy foi a uma festa usando todas as suas joias. Ao chegar em casa drogou o marido e, com a ajuda de uma empregada, escapou do país levando consigo os valiosos pertences.

Nos Estados Unidos ela convenceu Louis B. Mayer, o chefe da MGM, a contratá-la. Ao longo de sua carreira, Hedy Lamarr chegou a estrelar mais de 30 filmes. Costumava dizer que “qualquer garota pode ser glamourosa, basta ficar quieta e fazer cara de burra”. Em 1949 filmou seu maior sucesso, o Sansão e Dalila de Cecil B. DeMille, ao lado do ator Victor Mature.

Sua carreira entrou em declínio nos anos 50, uma crise que acompanhou o caos na vida pessoal. Foram seis casamentos desfeitos, um relacionamento distante com o filho adotivo James, vício em pílulas, problemas de dinheiro e bizarros incidentes de roubo a lojas. Vale dizer que Hedy nunca ganhou um centavo por sua invenção, que foi doada à Marinha.


Sentindo que a beleza física se esvaía com o tempo, ela se submeteu a uma série de cirurgias plásticas acreditando que, assim, recuperaria a carreira. As intervenções foram se tornando mais agressivas até desfigurarem o rosto da atriz. A tática obviamente não deu certo.

Empobrecida, Lamarr chegou aos anos 60 morando numa mansão suja e com as janelas quebradas. Foi nesse período que ela foi supostamente flagrada roubando em lojas, mas as acusações mais tarde foram retiradas. A antes estrela acabou se mudando para um apartamento na Flórida onde passou seus últimos anos reclusa e solitária. Dizem que sua única atividade era assistir televisão.

Hedy Lamarr morreu em 19 de janeiro de 2000, aos 86 anos. Atendendo ao seu pedido os filhos Anthony e Denise mandaram cremá-la. Suas cinzas foram levadas para a Áustria e espalhadas nos Bosques de Viena.
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